Rede de Frio Central chega aos 25 anos como referência técnica para vacinação no DF

Transformada oficialmente em gerência da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), a Rede de Frio também elabora boletins e normativos de imunização para o DF e capacita servidores das salas de vacina

O Distrito Federal comemora, neste ano, os 25 anos da implantação de uma das unidades mais estratégicas da Secretaria de Saúde (SES-DF): a Rede de Frio Central. Hoje, a unidade coordena 51 imunobiológicos (vacinas e medicamentos de alta precisão) e a aplicação de quase 3 milhões de doses ao ano.

Transformada oficialmente em gerência da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), a Rede de Frio também elabora boletins e normativos de imunização para o DF e capacita servidores das salas de vacina. Além disso, desenvolve um papel importante em campanhas antirrábicas e na distribuição de soros, como os antivenenosos. 

Desde a sua criação, em 2011, a gerência chama a atenção, principalmente, por sua evolução técnica. Na sede da Rede de Frio Central, há 18 câmaras científicas e uma câmara frigorífica com 63 metros cúbicos, todas capazes de manter temperaturas constantes de +2ºC a +8ºC. Além disso, o local conta com quatro refrigeradores científicos que podem manter -90ºC.

Vacinas bem-cuidadas

Esse controle de temperatura é importante quando se trata de vacinas, explica a enfermeira Karine Araújo: “O imunobiológico é termolábil. Isso significa que pode ser degradado se ficar em um ambiente inadequado ou com grandes variações. Por isso, temos equipamentos para garantir a preservação e planos de contingência caso o sistema falhe”. 

Com controle digital, as máquinas emitem relatórios que apresentam informações detalhadas sobre as temperaturas registradas, aberturas de portas e até se houve falhas ou picos no fornecimento de energia. A estrutura possui rotinas de manutenção preventivas e preditivas, a fim de garantir seu funcionamento. 

No quadro de servidores, são 31 profissionais de áreas diversas: motoristas, analistas de políticas públicas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos. O modelo integrado do DF já foi observado pelo Ministério da Saúde e começa a servir de exemplo para estados e municípios brasileiros, em busca de uma gestão integrada da política de vacinação.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte Jornal de Brasília
Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF