Eleitores destacam importância do voto no DF

Na Escola Classe 15, votantes relataram preparação para escolher candidatos e reforçaram o papel da participação popular nas eleições

A escolha dos representantes políticos passa pela análise de propostas, pela expectativa de mudanças e pelo exercício da cidadania. Na Escola Classe 15, em Ceilândia, eleitores aproveitaram o domingo de votação para falar sobre a importância de participar das eleições e decidir os rumos do país. O local integra a 8ª Zona Eleitoral do Distrito Federal. Segundo dados da Justiça Eleitoral, o Distrito Federal tem 2.562.037 eleitores cadastrados. Desse total, 2.253.732 estão aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026.

Entre os votantes, a preparação para o pleito começou antes de chegar à urna. A eleitora Márcia Alves contou que ela e outras pessoas de seu convívio avaliaram as propostas dos candidatos antes de definir seus votos. Mesmo com os números já memorizados, ela levou uma anotação para evitar esquecimentos na hora de votar.

Para Márcia, a participação nas eleições representa mais do que cumprir uma obrigação. “O sentimento é de dever cumprido. Decidir pelo futuro do seu país, cumprir o seu papel de cidadão e decidir para que futuramente seus filhos, netos, quem for ficar, fique com um país justo e que seja bom para o povo”, afirmou.

A expectativa por mudanças também marcou a conversa com Rosânia Ferreira e Francisca dos Santos, amigas há mais de 20 anos que se encontraram na escola durante a votação. As duas disseram que já haviam estudado as propostas e organizado os números dos candidatos antes de sair de casa.

Rosânia destacou que votar é uma forma de escolher representantes que possam trabalhar em benefício da população. Francisca, por sua vez, demonstrou esperança de que o resultado das urnas traga melhorias, especialmente para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade social.

“Tudo já estava estudado, esquematizado. A gente realmente quer mudança, e que essa mudança venha a favor da gente, ainda mais dos menos favorecidos”, afirmou Rosânia.

A participação no processo eleitoral também apareceu na fala de Davi Lucas, de 11 anos, que acompanhou a mãe até o local de votação. Ainda sem idade para votar, o menino afirmou que considera importante aprender sobre as eleições desde cedo e associou a escolha dos representantes ao futuro do país.

“É aprender a votar para o nosso país ter um futuro independente”, declarou. Davi também disse estar ansioso para tirar o próprio título de eleitor quando atingir a idade necessária.

O cenário registrado em Ceilândia reflete diferentes perspectivas sobre o pleito, desde a preocupação com a escolha consciente dos candidatos até o desejo de melhores condições de vida para a população. Na Escola Classe 15, os relatos mostraram que, para além do momento diante da urna, a votação envolve expectativas sobre o futuro e a responsabilidade de participar das decisões coletivas.

Fonte Jornal de Brasília
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil