Três pessoas foram presas suspeitas de integrar uma organização criminosa que praticava extorsão por meio de grupos de mensagens voltados para a comunidade LBGTQIAPN+. Quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos no município de Valença (RJ).
Uma mulher trans registrou ocorrência na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (DECRIN) relatando ter sido vítima do grupo.
Segundo as investigações, os criminosos enviaram um link de convite para um grupo em um aplicativo de mensagens. Ao ingressar no grupo, a vítima disse que se deparou com a divulgação de conteúdo pornográfico. Ela conta que, quando saiu do grupo, passou a receber mensagens de extorsão, afirmando que, caso não realizasse os pagamentos, os investigados iriam divulgar, de forma inverídica, que a mulher possuía envolvimento com pedofilia. Devido às ameaças, a vítima teria pago R$ 2 mil aos criminosos.
Três dos quatros investigados foram presos em 17 de julho, no Rio de Janeiro, sendo uma mulher de 45 anos, a filha dela, de 25 anos, e um homem de 30 anos, ex-companheiro da investigada de 45 anos. A quarta integrante do grupo, uma mulher de 31 anos, continua foragida.
Organização
As investigações da DECRIN revelaram que o esquema criminoso contava com uma sólida organização. A mulher de 25 anos administrava o grupo de mensagens e entrava em contato com as vítimas para extorqui-las. O contato era realizado por meio de linhas telefônicas e conexão de internet cadastradas em nome de seu ex-padrasto. A mãe dela era responsável pela movimentação financeira dos valores obtidos com as extorsões, fazendo transferências entre diversas contas bancárias.
Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados ao sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro. Foram apreendidos quatro celulares — três em posse da filha e um da mãe. O grupo possuía outras ocorrências por crimes parecidos em outros estados.
Fonte Correio Braziliense
Foto: PCDF/Divulgação











