Quem conhece Miguel Alves Castro costuma se lembrar primeiro do seu sorriso. Aos 13 anos, ele é daqueles meninos que chegam aos lugares fazendo amizade com facilidade, contando piadas, distribuindo abraços e conquistando as pessoas com seu jeito espontâneo. Educado, comunicativo e extremamente carinhoso, Miguel é querido por familiares, amigos e até pelas equipes médicas que acompanham sua trajetória há anos.
Fã de videogames, Pokémon, animes e música, ele também tem uma paixão especial por culinária. Gosta de cozinhar, experimentar novos sabores, conhecer restaurantes e passar tempo com a família. Entre seus sonhos estão conhecer o Japão, aprender novos idiomas, viajar pelo mundo e descobrir diferentes culturas. Planos que fazem parte do universo de qualquer adolescente, mas que hoje dividem espaço com uma batalha muito maior, a luta contra o câncer pela terceira vez.
A luta contra o câncer começou em 2021. Na época, Miguel passou a sentir dores frequentes nas costas e na barriga. Após várias idas ao pronto-socorro e uma série de exames, os sintomas se agravaram e ele chegou a apresentar coloração amarelada na pele. A partir daí, iniciou-se uma investigação mais aprofundada que resultou no diagnóstico de sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer.
O impacto da notícia foi ainda maior porque aconteceu em meio à pandemia de Covid-19. A família precisou lidar simultaneamente com a descoberta da doença e com os desafios impostos pelo período de isolamento e incertezas. Miguel iniciou imediatamente um tratamento que incluiu quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Após meses de acompanhamento intenso, veio a notícia que todos esperavam, a doença entrou em remissão.
Durante cerca de um ano, a família acreditou que a batalha havia sido vencida. No entanto, uma tosse persistente passou a preocupar os familiares. Após novas consultas e exames, veio a confirmação de uma nova doença oncológica. Desta vez, Miguel foi diagnosticado com linfoma linfoblástico B.
Durante a investigação dessa segunda ocorrência, ele enfrentou um dos momentos mais críticos de toda a sua trajetória. Ao realizar exames hospitalares, sofreu uma parada cardíaca, precisou ser entubado e permaneceu sete dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar da gravidade da situação, conseguiu se recuperar sem sequelas.
“Foi um período de muito medo. Houve momentos em que não sabíamos o que iria acontecer, mas Deus colocou pessoas certas no nosso caminho e Miguel conseguiu superar mais esse desafio”, relembra Anarjara Alves dos Santos Castro, mãe de Miguel.
Depois de aproximadamente um ano de tratamento com quimioterapia, a família voltou a nutrir esperança de dias mais tranquilos. Mas, em março deste ano, enquanto ainda realizava terapias de manutenção, Miguel começou a apresentar dores nas pernas. Novos exames revelaram uma terceira recidiva da doença, desta vez com comprometimento da medula óssea.
Diante do quadro clínico e do histórico de tratamentos já realizados, os médicos indicaram a terapia CAR-T, considerada uma das abordagens mais inovadoras no tratamento de alguns tipos de câncer hematológico. O procedimento utiliza células de defesa do próprio paciente, que são modificadas em laboratório para reconhecer e combater as células cancerígenas.
Segundo a família, a equipe médica considera o tratamento a melhor alternativa disponível neste momento. “O CAR-T representa nossa esperança. Depois de tudo o que ele já enfrentou, surgiu essa possibilidade de tratamento e estamos nos agarrando a ela com toda a força que temos”, afirma Anarjara.
O principal obstáculo é o custo. O tratamento está estimado em cerca de R$ 3 milhões e não possui cobertura pelo plano de saúde para o caso de Miguel. Sem condições de arcar com o valor, a família iniciou uma campanha de arrecadação para tentar viabilizar o acesso à terapia.
Enquanto a mobilização ganha força, Miguel continua alimentando sonhos que fazem parte do universo de qualquer adolescente. Entre eles estão conhecer o Japão, aprender novos idiomas, viajar pelo mundo, produzir conteúdo para a internet e aprofundar uma de suas maiores paixões: a culinária.
Segundo a mãe, a força demonstrada pelo filho ao longo dos anos é uma das características que mais impressionam quem acompanha sua trajetória. “Mesmo passando por situações muito difíceis, ele continua sorrindo, fazendo piadas e tentando animar quem está ao redor. Muitas vezes somos nós que estamos abalados e é ele quem encontra uma forma de nos dar força”, conta.
As doações podem ser realizadas por meio da vaquinha oficial da campanha. “Quem não puder contribuir financeiramente também pode ajudar compartilhando a história de Miguel e ampliando o alcance da mobilização”, sugere a mãe da criança.
LINK DA VAQUINHA – https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-miguel-a-fazer-o-tratamento-car-t-contra-o-cancer
Fonte Jornal de Brasília
Foto: Reprodução











